Essa semana eu viajei. Quer dizer, ainda estou em viagem.
Longe de casa eu pude pensar um pouco mais claramente sobre algumas coisas. Problemas, soluções, confusões, perturbações.
Lembram do mar? Então, eu fui ao mar.
E foi bom, como eu imaginei que ia ser. Senti ele tocar-me com a água nem fria e nem quente, na temperatura exata. Peguei algumas conchas por vontade sabe? Pra posteriormente ter algo do mar constantemente perto de mim. O ouvi cantar pra mim e senti a brisa leve que ele trazia. Não confessei nada pra ele, eu não estava só, mas ainda assim foi bom. Só o contato já valeu a pena.
Quero antes de voltar pra casa, tentar ir ao mar denovo, mas não sei se será possível. De qualquer forma, foi válido.
Choveu logo em seguida e vi que Deus estava me banhando de todas as formas possíveis. Queria lavar em mim, algumas coisas que nem mesmo o mar ou a chuva conseguiram lavar ou levar. É triste, oh, como eu sei, mas tudo bem, a gente segue em frente é aos poucos mesmo, pra não correr, cair e se machucar. Vamos de um passo de cada vez.
O importante é que o mar me recebeu, me acolheu e foi bom como eu sabia que ia ser. Me fez refletir e agora já posso voltar pra casa sabendo o que eu quero. E olha que eu ainda não sei quase nada do mar…
Estou esperando chegar o domingo de novo. Para poder sair. Gosto de sair aos domingos, aqui em cidade pequena, tudo é fechado e mal se encontra gente na rua, é quando você pode andar, pensar, sonhar e ver de verdade.
Gosto do domingo, ele é sempre tão calmo, pacífico e faz com que eu me sinta à vontade.
Estou esperando chegar o domingo de novo. Vou dar uma volta entre as ruas vazias, novamente observar algumas vitrines, deixar meu gosto por moda aflorar. Depois vou olhar vitrines de lojas de móveis, vou mentalmente mobiliar meu futuro apartamento e sonhar com o dia em que eu não esteja mais aqui, sozinha nessas mesmas ruas.
Eu gosto das ruas daqui, mas elas ultimamente tem me feito sentir nostalgia. E eu, particularmente, não gosto muito de nostalgia. Estou tentando ao máximo esquecer o passado e seguir em frente, mas a cada dia que passa, ao invés de mais fácil, se torna mais difícil.
Não que eu não deseje sabe? Eu desejo, e muito, deixar o passado trancado naquela caixa que eu já disse, mas tem vezes que eu sinto como se a caixa estivesse me observando e julgando os meus atos. Irônico notar que logo eu, ao invés de enfrentar o problema, estou fugindo. E buscando por uma solução que talvez não leve a lugar nenhum.
Outro dia eu falei sobre querer ver o mar, vou fazer isso quinta-feira. Vou tirar um momento na quinta e vou ver o mar. Quero sentí-lo e contar a ele os meus problemas. Sempre acho que a água faz bem sabe? A água salgada mais ainda. Dói quando bate na ferida, mas ajuda a cicatrizar… São coisas da vida né? Temos que apanhar pra poder crescer, acho que é isso.
Mas depois do mar, vai vim o domingo e eu vou andar pelas ruas ‘abandonadas’ daqui. Vou almoçar em qualquer lugar e vou me permitir tomar algumas doses. Tenho tido a vontade de ficar sozinha, às vezes olhando o nada sabe? Eu poderia passar horas olhando o vago da vida. Isso. Vago. Assim que eu me sinto. Vaga.
Vou esperar a quinta chegar e ver o mar e vou esperar o domingo chegar e caminhar.
Quem sabe eu chego a algum lugar…
Pelo vidro da janela do quarto, eu já posso ver o sol despontando no horizonte.
Ao som de Radiohead, eu tento escrever alguma coisa que não faça com que eu me sinta insignificante. Ultimamente tenho disso, de não gostar do que escrevo.
Ultimamente tenho disso, de caçar palavras com redes como quem caça borboletas. E elas escapam e voam.
Outro dia, entre um abraço e um sorriso, eu senti um desconforto. E odeio desconfortos em horas impróprias. Odeio também relembrar o passado em momentos que não condizem.
Logo eu, que tenho lutado tanto para deixar o passado preso em uma caixa. Daquelas caixas perigosas, tais como caixas de Pandora. Logo eu, que tenho feito tudo o que podia e até forçado ainda mais do que podia pra trancar tudo e fechar com cadeado. E jogar a chave fora.
Eu que evitei olhar lá fora, agora vejo o sol ainda mais próximo de nascer.
Eu havia prometido pra mim mesma que não ia abrir a cortina e me permitir ver o sol, mas a luz está ficando tão clara que eu quase posso vê-lo por entre o tecido fino. Talvez eu devesse ter comprado uma com um tecido mais grosso. Maldição.
Outro dia, aquele desconforto me tirou lágrimas.
Logo eu, que tenho tentado mais do que tudo não chorar. Logo eu, que tenho tentado sorrir e provar pra mim mesma que tudo vai ficar bem.
Que eu tenho toda uma estrada diante de mim, com um caminho incerto, mas que ao menos é um caminho. Melhor do que nada.
Aquele desconforto ficou em mim, e se tornou algo chato, incômodo, ou seja, exatamente como um desconforto tem que ser.
E sabe o que eu mais odeio?
Sentir a caixa tremer. Ouvir o barulho dentro dela, saber que algo ali dentro quer sair.
O que eu mais odeio é me permitir esse desconforto. Deixar-me levar e procurar saber mais e mais coisas que podem aumentar o desconforto.
Talvez eu seja maluca, talvez doente, talvez insana demais e adoradora da dor. Masoquista. Talvez eu seja uma masoquista deliberada.
Talvez eu goste de sofrer. Goste de cavar atrás de coisas que vão abrir feridas e cavar tão fundo e com as mãos, a ponto de machucar os dedos e misturar lágrimas, sangue e suor.
Odeio sentir esse incômodo, e odeio mais ainda gostar dele. E deixar que ele permaneça pelo tempo que quiser.
Não sei o que fazer com o blog. Fiquei pensando e pensando porque era pra ser um blog sobre mim e não exatamente sobre música. Quer dizer, era pra ser um blog sobre a minha multifuncionabilidade -q ou algo assim.
O nome VOCAÇÕES surgiu de uma brincadeira e do fato das pessoas dizerem que eu poderia ser tudo ou fazer tudo o que eu quisesse. Que eu sou capaz sabe? Que eu tenho muitas vocações, HAHAHAHAHA.
Enfim, a questão é que eu gosto da ideia de ser um blog sobre bandas, mas eu queria falar sobre outras coisas também, as outras coisas que eu tenho vocação. Quero escrever meus devaneios, falar sobre moda, sobre coisas nerds/geeks, falar sobre tudo, porque é assim que eu sou, uma mistura de tudo, hahaha.
Então, agora que todo mundo já entendeu como eu quero deixar que o blog seja, eu vou tentar recomeçar ok?
No próximo post vou escrever algo meu, algo solto, pensamentos ou qualquer coisa.
Beijo pra quem (se alguém) for ler. ;*
Negligência. Ok, ok.
Confesso que conheço sim um pouco dessa palavra, e a prova disso tá aqui.
Faz tempo que eu não venho por aqui, desde maio, logo, assumo negligência da minha parte.
O que importa no entanto, é que estou de volta, mesmo sem saber exatamente se em algum momento eu fui. -.-’
Anyway, só avisando que o blog terá sequência e que as entrevistas continuarão. Me afastei devido umas coisinhas que não vem ao caso no momento, mas o ponto é que eu vou postar umas entrevistas novas de umas bandas legais que tão por aí.
Esperem então por logo logo (acho que hoje a noite mesmo) terá novidade. Beijo!
Tentando resolver uns lances pro @medullarock, eu conheci o Rubem. No msn, repentinamente e eu nem sabia com quem eu tava falando até ele me dizer: ‘Conhece Dead Nomads?’ E eu, que já tinha ouvido algumas vezes, lembrei logo da minha música preferida da banda, 1945. Claro que eu conhecia e na maior inocência disse que adorava a banda, aí ele me disse: ‘Eu sou o guitarrista’.
Eu… OO’ //emchoque *risos*
Na conversa vai, conversa vem, eu pedi uma entrevista. Ele se prontificou simpaticamente em trocar uma ideia comigo e cá está o prato feito. E deu pra notar toda a seriedade do trabalho deles, e ele ainda citou Medulla na entrevista *-* Fiquei feliz por ele ter gostado tanto da banda, visto que fui eu que apresentei a banda a ele. o/
Dead Nomads é a banda da vez, espero que curtam.
Um prato de hardcore com fortes pitadas de punk rock =]
Rubem (guitarra), Marcel (vocal), Tony (batera), Demétrius (baixo) e Guilherme (guitarra)
A: Bom, primeiramente vamos voltar no tempo para podermos saber o começo da carreira de vocês. Como surgiu a banda e desde quando ela existe?
R: Bem, a banda surgiu da necessidade de criar nossas próprias músicas, pois fazíamos cover dos Ramones no ano de 1993. A gente queria fazer um som com as nossas características, só que com uma pitada de nossas influências do punk rock e rock`n` roll em geral. A dead Nomads surgiu em 1996.
A: 1996? É um longo caminho até aqui. Vocês faziam cover dos Ramones… Isso implica dizer que a Dead Nomads tem influências limpas do Punk Rock original?
R: Tem sim, muita mesmo, principalmente na primeira demo chamada de “Desolation”. Curtimos Ramones, Sex Pistols, Bad Religion, Inocentes, Toy Dolls, Television, Stooges, Rancid, Dead Kennedis entre tantas outras.
A: Uau, um ótimo currículo de bandas influenciadoras. Obviamente que a Dead Nomads por ser antiga tem influências anteriores, mas você acha que é possível encontrar nos dias de hoje bandas que façam tanta diferença no mundo musical do estilo rock como essas citadas por você fizeram/fazem?
R: Acho que sim. Tem muita banda legal surgindo aí como o Outona, Medulla e outras veteranas como Dead Fish, Dance of Days, Aditive, Garage Fuzz. Espero que a mídia reconheça o trabalho de todas em breve.
A: Ahh, Medulla. Então você gostou mesmo do som dos caras né? Você acha que esse lance crítico que rola nas letras deles e de algumas outras bandas podem de certa forma ajudar o jovem a desenvolver uma opinião formada sobre assuntos de maior relevância longe da alienação provocada pela mídia em geral?
R: Claro que sim, pois através da cultura podemos conscientizar as pessoas e fazer com que elas formem uma opinião mais sensata sobre a realidade social. O dead Nomads também tem muitas letras que falam sobre os problemas sociais, tentando desmascarar a cultura de massa.
A: Isso mesmo. Eu já reparei que vocês se apegam ao conteúdo textual desse tipo. A minha música preferida de vocês, é 1945, letra que fala sobre uma das maiores catástrofes já ocorridas no mundo, o atentado de Hiroshima. Há algum motivo em especial para vocês terem escrito especificamente sobre esse assunto?
R: Pois é, é um tema bastante polêmico. A letra foi mais para mostrar que pessoas inocentes pagaram por uma conta que não deviam, mas que por uma disputa de poder e soberania, perderam suas vidas sem saber o real motivo e de uma maneira muito covarde e desumana. O gasto com a bomba de Hiroshima daria muito bem para alimentar muitas pessoas pelo mundo e ajudar outros povos de várias maneiras.
A: Nos dias de hoje, sabemos que é um tanto difícil achar pessoas que tenham concepções formadas dessa forma ou que realmente se preocupem em pensar assim. E no mundo da música, a visão fica ainda mais distorcida. Musicalmente falando, hoje a maior parte das bandas fazem suas letras baseando-se em temas mais… Superficiais. O que você acha que causou essa decadência?
R: Acho que foi por que as bandas querem fazer uma letra de fácil assimilação para o público, mas acho que está faltando um pouco de ousadia e rebeldia do rock crítico e voltado mais para a reflexão. Os compositores deviam pensar mais nisso.
E também por que os produtores e gravadoras de massa querem algo que venda fácil, e só com uma linguagem de fácil assimilação consegue atingir o grande povão.
A: Que estilo musical o Dead Nomads se enquadra?
R: Punk rock com pitadas de Hard Core, surf Music, Hard Rock e rock`n`roll em geral.
A: Hoje na atualidade, o que você acha das bandas que vem surgindo nos estilos Emocore, Power Pop e derivados?
R: Não tenho nada contra, mas não faz muito meu estilo. Prefiro letras mais críticas que variem nos temas. Algumas bandas resumem muito suas letras somente a temas amorosos. E também não curto muito quando um estilo tá em moda. Prefiro visual mais simples como é o rock raiz. Acho que cada um escolhe seu visual, mas não curto muito roupas coloridas e nem maquiagem. Prefiro o básico e investir nas letras e no instrumental da música.
A: Vocês compõem em inglês também não é? Em sua opinião, é melhor compor em inglês ou em português?
R: Acho melhor em português, pois fica mais fácil o entendimento da mensagem. A gente começou cantando em inglês por que as primeiras músicas soavam melhor nesse idioma, e também por que tínhamos pretensão de morar em outros países, assim como o Sepultura fez. Com o tempo resolvemos fazer em português mesmo. As músicas em português do Trincando os Ossos num Dia de Cão foram bem aceitas pela mídia e pelo público.
A: Hoje já se tornou natural as pessoas gostarem mais de música internacional do que nacional. Porque você acha que a quantidade de gente que tem preferência por música nacional é tão baixa? Em sua opinião, o que leva as pessoas a não darem o devido valor a música brasileira?
R: Acho que falta mais apoio da mídia para as bandas mostrarem seu talento. Existem muita gente boa por esse Brasil a fora, mas que estão no anonimato. Os produtores precisam arriscar mais nos novos talentos. As pessoas também precisam comparecer mais aos shows de bandas locais e nacionais para valorizar a cena local. Seria um bom começo, pois se o artista começa a atrair um bom público, os produtores se interessam a produzi-los e colocá-los na mídia de massa.
A: Falando agora sobre a Dead Nomads. Depois de tanto tempo na estrada, vocês já fizeram shows em outros estados do país né? Onde vocês já tocaram?
R: Já tocamos em Brasília, Fortaleza, Sergipe, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas… E tivemos convites para São Paulo e Minas Gerais, Portugal e até EUA, mas faltou apoio para o transporte.
A: Porque você acha que corre esses lances de pouco apoio pra bandas under no estilo de vocês e talz?
R: Acho que é por que as bandas under ainda estão fazendo o seu público, então os produtores e empresários não veem como ter um retorno a curto prazo, pois eles querem investir na banda, mas querem ter o retorno financeiro para a gravadora, pois eles são profissionais e precisam pagar os custos de levantar uma banda e também ter a sua recompensa por esse trabalho. A banda só chega para tocar e ganha o seu pagamento também pelo seu esforço sem se preocupar com detalhes de produção, o que é uma questão de profissionalismo.
A: Qual o maior sonho do Dead Nomads?
R: É ter seu trabalho reconhecido no mundo todo, sempre passando uma mensagem positiva para a galera.
A: Se vocês pudessem tocar com alguma banda/cantor, com que vocês gostariam de tocar?
R: Bad Religion, Ramones, Pennywise, NOFX, Ratos de Porão, são vários.
A: Qual a música que vocês mais gostam de tocar e por quê?
R: A gente adora tocar 1945, porque além de fazer a galera refletir sobre a tragédia de Hiroshima, ela deixa a galera instigada, passando muita energia pra gente… A adrenalina vai a mil por hora.
A: Eu imagino que essa música deve mesmo destruir no meio do show \m/
Tem alguma mensagem que você queira deixar pra galera que curte vocês, curte música em geral, algo assim?
R: Sim. A mensagem seria: uma cena forte só consegue sobreviver com a união de todos os interessados no processo cultural. O publico é o maior responsável pela sobrevivência de uma banda ou artista. O comparecimento da galera aos shows faz parte do processo, comprando os cd´s, camisas, pagando o ingresso, ou seja, prestigiando e estimulando a produção e a continuidade das coisas. Em caso contrário, a cena tende a morrer e todos ficarão chupando o dedo sem as bandas favoritas que se foram.
A: E aquela pergunta que eu sempre faço no final: Quem na banda é casado/enrolado/solteiro? Hahahahaha!
R: O baterista é noivo e o restante tem as suas namoradas.
A: Cool. Pow cara, tipo, valeu mesmo a entrevista aí. Demorou um pouco, mas saiu. Isso que importa. Hahahahaha
Brigadão mesmo e muito sucesso aí pra vocês, tocar pra frente mesmo esse lance. ^^
R: Nós é que agradecemos, e pode contar com a Dead Nomads sempre. Valeu pela iniciativa de fazer as entrevistas com as bandas under para colocar no seu site. Ficamos muito gratos pela força. Vamos divulgar o seu site para que outras bandas tenham a mesma oportunidade de participar e de mostrar seus talentos. Com isso podemos revelar muita gente nova e antiga que faz um som legal e verdadeiro para todo o Brasil e pra o mundo também, pois a internet é um grande canal para esse link com a Globalização cultural.
Aew galera, fica mais uma dica aí, porque os caras manda muito bem.
Quer conferir?
Mais uma vez entre o vai e vem da internet, eu colei no fotolog do meninos do Terceira Edição e descolei uma entrevista com eles.
Em um chat animado no msn, com os 4 integrantes da banda, a conversa rendeu boas risadas e sempre simpáticos ao extremo, eles falaram sobre o começo da banda, o sucesso que estão alcançando agora, sua relação com os fãs e mais um monte de coisa.
Não perca de conferir e conhecer um pouco sobre essa banda que tem tudo pra fazer história!
Bora lá =]
Da esq. p/ dir. João (Guitarra), Vinícius (Voz e Guitarra), Tiago (Baixo) e Guerra (Batera)
Amanda: Como começou a banda? A ideia inicial e o desenvolvimento do projeto e talz… Guerra: A banda começou em 2003 com o intuito de fazer musica autoral. Todos nós eramos da mesma cidade (Recife-PE). Começamos meio que na brincadeira e logo começaram a surgir pessoas interessadas no nosso trabalho, que começou a crescer na cena local, e até em outros estados do Brasil.
Começamos então a levar a sério toda a história e a produzir mais os nossos trabalhos e shows, angariando cada vez mais público e mídia para a banda. Ficamos nas mais pedidas na transamérica Recife e a crescer cada vez mais até que resolvemos que para continuar no ritmo teriamos que nos mudar para São Paulo onde a cena Rock se destaca por espaço, mídia e pelo próprio público em si. Viemos pra o centro de tudo isso em busca do crescimento e da continuidade dele. Conseguimos muitas coisas aqui que nunca conseguiriamos em Recife. As coisas que acontecem aqui repercutem mais facilmente em todo mercado nacional.
Amanda: Eu tenho a banda no fotolog e no twitter e dá pra notar que já há uma quantidade boa de fãs que acompanham o trabalho de vocês. Como vocês lidam com os fãs? Como é a relação de vocês com eles? Vinícius: Desde Recife que temos uma relação muito bacana com os fãs, princialmente com a turma do família 3e, com o tempo todos vão se conhecendo melhor e o carinho aumenta, digamos que nossa releção é de muito respeito. Somos sempre muito grato a todas as pessoas que acompanham nosso trabalho e tratamos os novos fãs como amigos que acabamos de fazer. Gostamos de nos manter sempre em contato com eles de saber o que eles estão achando do som, das artes. Em suma eles sempre nos dão um bom feedback do nosso trabalho. Creio que assim estreitamos cada vez mais a relação.
Amanda: Vocês fazem muita twittcam pro pessoal né? Eu mesma já acompanhei uma vez e achei super bacana porque você veem o que o pessoal quer e talz, e vão lá, tocam o que estão pedindo e conversam de boa. Vocês acreditam que essa é uma forma de aproximação e que esse contato com os fãs é importante pro trabalho de vocês? João: Com toda certeza! A twitcam está se mostrando o melhor meio de interação entre a banda e as pessoas que querem nos acompanhar, já que nela a gente pode tocar e trocar ideias com todos ao mesmo tempo, fazendo assim uma interação geral entre banda e fans. E com certeza estaremos aperfeiçoando cada vez mais esse processo, inclusive fazendo twitcam dos nossos ensaios com alta qualidade digital.
Também estamos criando um novo processo enviando o sinal de áudio captado por uma interface de gravação via software de áudio para poder enviar um sinal totalmente digital e podendo assim, atingir uma qualidade incrível!
Amanda: Essa vai pra todos: Na opinião de vocês, qual a melhor coisa da fama e a pior? Vinicius: Melhor – reconhecimento
Pior – inveja Guerra: A melhor coisa da fama é que se você já é famoso é por que tá rolando alguma coisa bacana!!! Quer dizer que seu trabalho deu certo de alguma forma e tá dando frutos….A pior coisa é saber que muitas pessoas ficam prestando atenção em todas as suas atitudes, modo de se vestir, jeito de se expressar…TUDO. Isso é desconfortável. João: Até agora com o resultado que atingimos, a fama tem trazido coisas boas demonstrando que as pessoas estão gostando e reconhecendo nosso trabalho. E logicamente, é isso que mais queremos! Quem sabe mais pra frente, ela poderá trazer coisas negativas neh?! Mas, até agora tudo bem! Tiago: Hum, bem difícil responder essa pergunta porque até agora a Terceira Edição não chegou a um patamar de fama que chegue a incomodar, ou trazer algum beneficio. Mas no final concordo com as respostas dos meninos, falaram exatamente o que penso a respeito.
Amanda: Essa também é aquela geral: O que vocês ouvem? Bandas/cantores preferidos de vocês? Guerra: Coldplay, Radiohead, The Killers, Strokes, Copeland, Muse, Pearl Jam, Beatles, Rolling Stones, Led Zepelin, entre outras… Vinícius: Escuto PEARL JAM / RED HOT/ MUSE / RAGE AGAINST THE MACHINE / BEATLES p/ baralho / COLDPLAY João: Além de bandas como as que Guerra citou, gosto muito de bandas instrumentais de jazz como por exemplo, Hiromi Uehara, Cosmosquad e milhares de outras, também gosto muito da cena Hard Rock anos 70, 80 e 90 como Bon Jovi, Guns N`Roses, Skid Row, Kiss etc… Yeah!! Rage Against é foda!! Tiago: (silêncio e Tiago some da conversa) Amanda: Muita coisa do que vocês colocaram aí é foda! João: Quer que a gente coloque as influências da Terceira Edição em si??
Amanda: Eu ia pedir isso agora =]
Quais as influências do Terceira Edição? (Roubando meu trabalho) (risos) Guerra: A Terceira Edição é influenciada por bandas como The Killers, Coldplay, Copeland, Muse, Strokes, Beatles, entre outras…Basicamente o novo rock inglês e o antigo. Coisas do Brasil entram sem pedir licença, vem da cultura de cada um, como por exemplo o mangue, que não está diretamente ligado ao nosso som mas sim à nossa cultura.
Amanda: O que vocês ouvem de banda nacional? O que indicam pra galera que quer curtir coisa de qualidade? Vinícius: Vez por outra estou ouvindo Vinícius e Tom, Roberto Carlos, Tim Maia, curto o Rappa, Gabriel o pensador, outro dia estava ouvindo Luiz Gonzaga com Klebinho da Volver, Lenine, indico Mamelungos(banda de Recife, muito boa), a própria Volver, Vivendo do Ócio, Sabonetes, Aerocirco, Rebobina, Los Porongas.
Amanda: Com quem cada um de vocês teria mais vontade de dividir o palco? (Banda/cantor/cantora, mas cada um só pode escolher um [a]. Hahahaha!) Vinícius: Eddie Vedder João: Bono Vox Guerra: eu queria tocar com os Beatles só pra ser o que quer o impossivel! Tiago: Bob Marley (ressurgindo na conversa) Amanda: Tiago tá vivo? (risos) Vinícius: Ele fez um regime e acabou de sumir. (risos) Amanda: (risos) Vinícius: Tá com o Bob Marley. (mais risos) Amanda: Tiago diz pra mim o que você ouve man =] Thiago: The Killers. Amanda: Simples e direto. (risos) Thiago: Beatles, Arctic Monkeys, Vivendo do Ócio, Sugar Kane, Muse, Beatles, Beatles, Radiohead, Qosa. (Notaram que ele gosta de Beatles? [risos] ) Amanda: Boa Tiago!! Guerra: Assino as bandas do Mago. (risos) Esqueci de umas… (mais risos) Mas é isso mesmo.
Amanda: Qual foi o melhor show que vocês já fizeram? Todos tem a mesma opinião ou cada um acha um? Guerra: Pra mim o melhor show foi o do MAQUINARIA FESTIVAL no final de 2009 com faith no more e muitas outras bandas. João: Até agora pra mim foi o primeiro desde que entrei na banda!! A energia de novidade foi foda!! Vinícius: Puts… difícil, vou no MAQUINARIA também. Thiago: (fora do mapa… again *risos*)
Amanda: Qual a música que a galera geralmente mais pede, mais canta, mais anima e talz? Guerra: Lá fora.
Amanda: Qual a música de vocês que vocês mais gostam? (risos) João: Também é ‘Lá fora’. Amanda: Todos de acordo? (risos) Vinicíus: Poxa… Guerra: Humrum Vinícius: É difícil… João: Isso isso isso isso isso Vinícius: Eu curto muito uma música do 1º disco ‘Pois Não’. Amanda: Tô ouvindo agora ‘Pois Não’… Guerra: (risos) Clássico do primeiro disco. Vinícius: Puts, que coincidência.
Amanda: Vocês gravaram um novo clip ‘O que sei’ nee? Como foram as gravações, o clima e tudo o mais do vídeo? Guerra: Gravamos numa boate de Recife muito Foda! A NOX. Fizemos com o nosso irmão Rafael Kent (Pumuca). Gravamos em um dia e foi bem bacana…Por que foi uma experiência pra todos nós. O primeiro clipe do Rafael que ja está fazendo varios artistas da cena. Vinícius: Experiência nova* (risos) Guerra: Exato. (risos)
Amanda: Vamos para um jogo rápido. Eu faço uma pergunta e cada um responde a sua preferência…
Uma música? Vinícius: Jeremy -Pearl Jam Tiago: Nude – Radiohead João: Sweetest Thing – U2 Guerra: Muse – Hysteria
Amanda: Uma banda? Vinícius: BEATLES. Guerra: Beatles. Vinícius: Imitãoooo safado. (risos) Guerra: Eu não. (risos) O mundo todo. Vinícius: Pode crer. Amanda: Mas é clássica e eterna nee gente… Vamo concordar. Guerra: LÓGICO. Vinícius: Oh yeahhh! Tiago: Beatles e Terceira Edição. Vinícius: (risos) João: Hoje em dia não tenho banda preferida!! Gosto de muita coisa! Mas uma que eu estou escutando ultimamente é o The Killers. Amanda: A minha é Medulla nada a ver, mas só falando. (risos) Vinícius: Curto os caras. Inclusive já dividimos o palco com eles.
Amanda: Um álbum? Tiago: Revolver – Beatles Guerra: Ten – Pearl Jam Vinícius: Blood Sugar Sex Magic – Red Hot João: Apetite for Destruction – Guns ‘N Roses
Amanda: Cada qual me diz aew, a pessoa que mais admira de acordo com o que você faz na banda saca? Guerra: John Bonham, baterista do Led Zepelin. Tiago: Paul McCartney João: The Edge Vinícius: Eddie Vedder – Pearl Jam
Amanda: Então vamos para aquela pergunta final que todo mundo sempre quer saber:
Quem na banda tem namorada, é enrolado, casado, engana? (risos) Vinícius: Eu tenho namorada. Guerra: Eu tenho namorada… Vinícius: Só o Mago é solteiro. Guerra: O Mago é solteiro. João: Eu sou casado!! Mas o Mago é frango. (risos) Brincadeirinha. Amanda: Tiago? O que você tem a falar sobre isso? (risos) Tiago: Nada, neh, sou gay. João: (risos a lot) Amanda: Tiago, eu vou postar isso tá? (risos) Vinícius: Eita oau. Tiago: (risos) Segura o processo depois. Amanda: LOL //medo Tiago: Amanda: Retire o que você disse, eu tenho que postar na íntegra. Mas a gente sabe que você não é gay. (risos) Tiago: Neah, não sou gay. Sou o único solteiro, se um dia a banda bombar, vou pegar geral =) Vinícius: Eita pau!!! Esse é meu magrinho!!! Amanda: Isso tudo vai ser postado. Até você me jurando processo e dizendo que vai pegar geral. Fique ciente disso e assine o contrato de permissão. (risos) Vinícius: (risos) Oh yeah! João: (risos) Vinícius: Mais perguntas, Amanda? João: Allright Amandita. Amanda: Tudo certo, galera. Obrigada pelo tempo e muito sucesso pra vocês aew. *-* Vinícius: Valeu. Tiago: A gente que te agradece.
Foi isso aí galera.
Depois teve aquelas despedidas e talz, o de sempre.
Tenho que enfatizar que os meninos do Terceira Edição são SUPER simpáticos.
Me diverti MUITO com eles e fica a dica pra quem quiser ouvir música boa mesmo!